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quinta-feira, 19 de março de 2015

50 PHOTO ICONS, A história por detrás da imagem - Foto 1 - Thomas Hoepker

Você já parou para pensar na evolução da imagem? ...

Hoje, qualquer pessoa com um dispositivo móvel é capaz de capturar os mais variados tipos de imagens e imediatamente compartilharem com outras milhares ao redor do mundo. Surreal, não é mesmo?

Me lembro perfeitamente, em 2001 - 14 anos atrás (recente, não?) - estava num intercâmbio em Londres sem celular, muito menos um que tivesse uma câmera fotográfica embutida e muito menos ainda que pudesse compartilhar com os amigos e familiares as fotos tiradas daquele exato instante. Fui para lá com uma máquina simples, daquelas que colocava rolo de filme, lembram?!  O ângulo tinha que ser bem escolhido para não "gastar o filme", porque custava caro e ainda tinha que revelar. Aliás, esta viagem à Londres foi a última vez em que me dediquei a montar um álbum fotográfico, com todas as fotos reveladas e lembranças dos lugares visitados. Uma pena, porque agora os álbuns são só virtuais, sempre esqueço de revelar.

Pouco tempo depois, minha mãe comprou a nossa primeira máquina digital (Uauu), sensacional, que tecnologia! Podia tirar quantas fotos quisesse, sem me preocupar em "gastar o filme" e depois era só baixar no computador. E desde então essa evolução vem nos surpreendendo a cada dia.
Claro que este breve relato é referente a minha experiência com uma máquina fotográfica na mão diante dessa revolução que é o mundo tecnológico e virtual. E então comecei a me questionar: e antes de 2001, muito antes, como as imagens eram capturadas? Quando isso começou? Quem foram as pessoas que tiraram aquelas fotos icônicas que rodaram o mundo? Onde eles estavam? Por que escolheram aquele momento? São tantas as perguntas, são vários rolos de filmes e muita história para contar.

Há pouco tempo ganhei um livro que me despertou essa curiosidade - 50 PHOTO ICONS, The Story Behind the Pictures - publicado pela Taschen e organizado pelo autor Hans-Michael Koetzle, um escritor, curador e historiador de fotografia.

Resolvi responder às minhas perguntas compartilhando as descobertas que este livro me trará, tenho certeza que serão prazeirosas e reveladoras.

Este livro apresenta fotos ícones ao longo de 180 anos, em ordem cronológica, à partir de 1827 até 2001. E que de certa forma contribuíram na evolução da arte da fotografia, seja pela tecnologia, estética ou relevância social.

Iremos mergulhar na história por detrás da imagem, fantástico, não é mesmo?!

Estou ansiosa, vamos começar?

Analisando o livro, sob a minha ótica, preferi começar pela mais atual, que é o que estamos acostumados a ver para então entender as mais antigas. Afinal de contas, muita coisa mudou em 180 anos.

Gostaria de ressaltar que não sou fotógrafa profissional e nem historiadora, mas sou muito curiosa e isso é o que me motiva. Ficarei mais do que feliz e grata em receber contribuições que enriqueçam a nossa aventura.

Foto: View of Manhattan from Williamsburg, Brooklyn
Autor: Thomas Hoepker
Data: 11 de setembro de 2001



Esta data dispensa comentários, foi um dos eventos mais falados, documentados, transmitidos e fotografados do século 21, até o momento. O 11 de setembro está na memória de todos, qualquer pessoa que você perguntar o que estava fazendo na hora do ataque irá com certeza se lembrar. Eu por exemplo, estava voltando do trabalho onde era estagiária de uma cia. aérea num aeroporto, ouvindo o rádio e não conseguia acreditar no que estava sendo anunciado.

O fato é que esta data foi um divisor de águas na era da tecnologia e transmissão, porque o mundo ainda estava assistindo as notícias relativas ao primeiro ataque, quando presenciaram ao vivo o segundo ataque. Os terroristas previram essa audiência estratosférica e conseguiram o feito. Todos os meios de comunicação queriam mostrar aquela atrocidade, foi uma enxurrada de vídeos e fotos. Amadores e profissionais do fotojornalismo correram às ruas para capturar qualquer imagem que fosse, incluindo esta que vemos de Thomas Hoepker, umas das mais perturbadoras.

Thomas Hoepker é alemão e mora em Nova Iorque desde 1989, trabalhou muitos anos para a revista alemã Stern como fotojornalista e é membro da Magnum - cooperativa de fotógrafos de vários lugares do mundo que cobriram várias acontecimentos históricos à partir do século 20.

"Eu tinha acabado de sentar para tomar café da manhã quando o telefone tocou, era a diretora editorial da Magnum (Rebecca Ames), estava me ligando cerca de 5 minutos depois do primeiro avião atingir as torres gêmeas. Ela morava no Brooklyn e acabara de ver a fumaça pela sua janela. Ela estava apavorada.  De certa forma não consegui acreditar no que ela me disse. Liguei a televisão e quando vi as imagens me dei conta do quão real era. Virei testemunha do segundo ataque e por um momento me senti totalmente impotente, não sabia o que fazer, sentei em estado de choque e pensei, o que fazer agora? Apesar de ser um fotojornalista e querer correr para a rua tirar fotos, não pude deixar de pensar que era errado e não era o momento de fazer aquilo, era tudo tão horroroso. Vendo que a televisão monopolizava a transmissão ao vivo, o que eu faria na rua com uma máquina 35 mm para registrar imagens paradas? Mas o profissional dentro de mim falou mais alto e me dei conta que era preciso fazer algo, eu precisava sair e tirar fotos."

O metrô já não estava mais funcionando, o carro era a única opção, porém já era sabido que seria praticamente impossível chegar até o centro de Manhattan. Ele decidiu atravessar a Ponte de Queensboro, o que na verdade era um erro porque não conseguiria chegar até lá. A maioria de suas fotos foram tiradas do Brooklyn e andando pela Ponte de Manhattan. Thomas Hoepker se tornou uma relutante testemunha à distância do 11 de setembro.

Esta foto dos jovens americanos conversando e relaxando com as Torres Gêmeas queimando e desmoronando ao fundo se tornou uma das fotos mais conhecidas de Thomas Hoepker. Porém esta foto não foi imediatamente publicada nos livros e revistas daquele ano. Na verdade, o fotógrafo relutou em tornar esta foto pública porque sabia que seria alvo de críticas, a contradição estampada na imagem, do apocalipse acontecendo e o momento de relax em que estavam estes jovens.

Mas o que Thomas Hoepker estava tentando retratar através dessa imagem é a grande loteria que é vida, conhecida como destino, que garante que diferentes coisas aconteçam ao mesmo tempo por razões que são difíceis de compreender. E o grande desastre dessa tragédia distante é a certeza de que de algum lugar confortável, a sociedade da mídia moderna, tem na desgraça do outro um aterrorizante estimulador de emoções para o consumo dessas imagens. Perturbador, não é mesmo?

Outras fotos de Thomas Hoepker no 11 de setembro:








Este livro pode ser adquirido aqui:

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Porta retrato: o [SER] humano

 "O que acontece é que, simplesmente, nada me atrai tanto quanto explorar o mundo com uma câmera na mão."              [Steve McCurry]

Quando resolvi escrever este post, fiquei pensando como iria iniciá-lo. São tantas frases que me vêm à cabeça, assim como as imagens incríveis que quero compartilhar no blog. A citação acima é perfeita porque define um momento na minha vida, quando uma semente foi plantada ao adquirir minha primeira câmera semi profissional. Dali em diante o amadorismo fotográfico foi tomando espaço e as descobertas acontecendo. 

Descobri que é preciso ser paciente, se quiser capturar o melhor momento, descobri, que é necessário ser acurado se quiser capturar o melhor ângulo e descobri, que há um mundo de belezas que nossos olhos, muitas vezes, não estão prontos para ver. Mas ao pegar uma câmera na mão e com apenas um dos olhos observar através do visor, algo fantástico se revela e então descobri a sensibilidade de um olhar, do que está a nossa volta e não conseguimos enxergar. 

Aos poucos fui me interessando pela arte da fotografia e brincando mais com as lentes da minha câmera. Hoje, ela é a minha melhor companheira de viagem e com ela trago para casa centenas de imagens. Simplesmente curto cada momento e sei exatamente o que senti quando me posicionei para capturar cada foto. 

Numa dessas viagens, parei numa livraria e comecei a buscar algum livro de fotografia interessante, não sabia exatamente o quê, acho que foi o livro que me achou. Ele era pequeno, mas a sua capa me seduziu imediatamente, também pudera, a imagem é um ícone da fotografia mundial. Foi então que conheci o Steve McCurry, mestre da fotografia e fotógrafo da National Geographic.


Certamente você já a viu, "a menina afegã", seu retrato foi feito em um campo de refugiados no Paquistão em 1984, ela jamais havia sido fotografada. Em 2002, ele conseguiu reencontrá-la em Peshawar, no Paquistão, e foi então que o mundo soube seu nome: Sharbat Gula.

Dedique alguns minutos do seu tempo e acesse o site: [stevemccurry.com], no meu ponto de vista ele é um cara que sabe revelar através da lente da câmera a sensibilidade do seu olhar e mostrar para o mundo, o ser humano, na sua diversidade. Em cada rosto há uma expressão onde é possível enxergar sua essência cultural e isso é simplesmente fantástico. Nem só de pontos turístico se faz uma viagem, mas sim do seu povo e tradições, que é a tradução de cada lugar, o que o faz ser diferente e peculiar.

Neste livro, ele reuniu cerca de 250 fotos, ao estilo porta retrato, dos rostos até então desconhecidos dessas pessoas. Vejam as incríveis diferenças e semelhanças que temos entre nós em algumas dessas fotos:






Steve McCurry é um fotógrafo estadunidense, nascido em 23 de abril de 1960. 
"Como fotógrafo, não posso me dar ao luxo de desviar o olhar. Não posso antecipar o que vou fazer e editar o que vejo. Minha tarefa é captar tudo, até o mais difícil. Minha intenção é obter imagens dotadas de sentido – e, com isso, dar sentido à minha própria vida."




O livro Steve McCurry: Portraits está disponível no site da amazon.com


quarta-feira, 4 de maio de 2011

As maravilhas do nosso mundo

As sete maravilhas do mundo,
também conhecidas como sete maravilhas do Mundo Antigo são uma famosa lista de majestosas obras artísticas e arquitetônicas erguidas durante a Antiguidade Clássica, cuja origem atribui-se a um pequeno poema do poeta grego Antípatro de Sídon. Das sete maravilhas, a única que resiste até hoje praticamente intacta é a Pirâmide de Quéops, construída há quase cinco mil anos.




1. Pirâmide de Quéops
A Pirâmide de Quéops foi construída há mais de 4500 anos, por volta do ano 2550 a.C., e é também chamada de Grande Pirâmide de Gizé ou apenas Grande Pirâmide.

2. Os Jardins Suspensos da Babilônia
Foram construídos por volta de 600 a.C., às margens do rio Eufrates, na Mesopotâmia - no atual sul do Iraque. Os jardins, na verdade, eram seis montanhas artificiais feitas de tijolos de barro cozido, com terraços sobrepostos onde foram plantadas árvores e flores. até hoje encontram-se poucos relatos e nenhum sítio arqueológico foi encontrado com qualquer vestígio do monumento.

3. Estátua de Zeus em Olímpia
Foi construída no século V a.C. por Fídias, em homenagem ao rei dos deuses gregos — Zeus. A estátua, construída em ouro e marfim e decorada com pedras preciosas, possuía 12 metros de altura. Após 800 anos foi levada para Constantinopla (hoje Istambul), onde acredita-se ter sido destruída em 462 d.C. por um terremoto.

4. Templo de Ártemis em Éfeso
Construído para a deusa grega da caça e protetora dos animais selvagens, foi o maior templo do mundo antigo. Localizado em Éfeso, atual Turquia, o templo foi construído em 550 a.C.
Mausoléu de Halicarnasso.

5. Mausoléu de Halicarnasso.
Foi o suntuoso túmulo que a rainha Artemísia II de Cária mandou construir sobre os restos mortais de seu irmão e marido, o rei Mausolo, em 353 a.C..

6. Colosso de Rodes
Era uma gigantesca estátua do deus grego Hélios colocada na entrada marítima da ilha grega de Rodes. Ela foi finalizada em 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindos, tendo 30 metros de altura e setenta toneladas de bronze, de modo que qualquer barco que adentrasse a ilha passaria entre suas pernas, que possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto. Na sua mão direita havia um farol que guiava as embarcações à noite.


7. Farol de AlexandriaFoi construído a mando de Ptolomeu I no ano 280 a.C. Era uma torre de mármore situada na ilha de Faros (por isso, "farol"), próxima ao porto de Alexandria, Egito, no alto da qual ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava até 50 km de distância, daí a grande fama e imponência daquele farol.


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As Novas 7 Maravilhas do Mundo foi uma revisão de caráter informal e recreativo da lista original das sete maravilhas, idealizada por uma organização suíça chamada New Open World Corporation (NOWC). A seleção foi feita mundialmente por votos pela internet gratuitos e ligações telefônicas. Ao final do ano de 2005, a lista de monumentos inscritos contava com 200 integrantes e foi reduzida aos 77 mais votados pelo público. Os 21 monumentos finalistas foram escolhidos por um grupo de arquitetos liderados pelo ex-diretor geral da Unesco Federico Mayor, com base nos critérios de beleza, complexidade, valor histórico, relevância cultural e significado arquitétocnico. Porém, as Pirâmides do Egipto foram retiradas da lista de finalistas para receber o título de "Maravilha Honorária", restando apenas 20 finalistas que foram novamente submetidos a votação livre. Os 7 monumentos vencedores foram apresentados publicamente em uma cerimônia realizada no dia 7 de Julho de 2007 no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.

 


1 .Grande Muralha - China
Uma impressionante estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial.
Embora seja comum a ideia de que se trata de uma única estrutura, na realidade consiste em diversas muralhas, construídas por várias dinastias ao longo de cerca de dois milênios. Se, no passado, a sua função foi essencialmente defensiva, no presente constitui um símbolo da China e uma procurada atração turística.

2. Coliseu - Roma, Itália
Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas[1], e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre oito a dez anos a ser construído. O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era.

3. Chichén Itzá - Yucatán, México
É uma cidade arqueológica. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "pessoas que vivem na beira da água". Estima-se que foi fundada por volta dos anos 435 e 455

4. Taj Mahal - Agra, Índia
É um mausoléu, a obra foi feita entre 1630 e 1652 com a força de cerca de 20 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A jóia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.

5. Ruinas de Petra - Jordania
É um importante enclave arqueológico na Jordânia

6. Cristo Redentor - Rio de Janeiro, Brasil
Está localizado no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. Foi inaugurado às 19h 15min do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras

7. Machu Picchu - Cusco, Peru
Em quíchua Machu Pikchu, "velha montanha", também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911.

NÃO É UMA MARAVILHA??!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Viúva e a Champagne

Sabe aquela champagne do rótulo laranja, com um nome francês?! Sim, essa mesma, a desejada Veuve Clicquot...pois então...mais uma vez me fiz a tal pergunta, eu conheço a história dessa bebida? Nãoooo...eu não conheço! Acabo de me apresentar, prazer em bebê-la, OPS, conhecê-la!

Veuve Clicquot Ponsardin é uma casa de champagne em Reims, França, e uma marca de champanhe, facilmente reconhecida pelo distinto rótulo laranja em sua garrafa. Fundada em 1772 por Philippe Clicquot-Muiron, Veuve Clicquot (pronunciado grosso modo vuuv clicô [ponsardan]) desempenhou um importante papel no estabelecimento da champanhe como bebida escolhida pela nobreza e pela rica burguesia europeia. Situada em Reims, Veuve Clicquot faz parte do grupo Louis Vuitton Moët Hennessy de artigos de luxo desde 1987. Veuve Clicquot hoje possui controle da neozelandesa Cloudy Bay Vineyards.



Nicole-Barbe Ponsardin, nascida em 16 de dezembro de 1777, casou-se com François Clicquot, filho de Philippe Clicquot-Muiron, em 10 de junho de 1798. Mas seu marido morreu em 23 de outubro de 1805, deixando-a viúva (veuve em francês) e no controle da companhia. Até aquele momento, a companhia dividia suas atividades entre a produção de champanhe, serviços bancários e comercialização de lã. Sob comando de Madame Clicquot, a companhia concentrou seu foco inteiramente na produção de champanhe.
Durante as Guerras Napoleônicas, foi bem sucedida exportando sua champanhe (ao Império Russo em 1814, entre outros) e estabelecendo-a nas cortes reais. Na corte brasileira, remessas desta champanhe foram enviadas por encomenda ao imperador Pedro II.
Madame Clicquot morreu em 29 de julho de 1866, deixando uma bem estabelecida marca de champanhe.




À partir de Paris, são aproximadamente 145 km, alugue um carro ou vá de trem. Programe sua viagem e reserve um dia para um tour pelas terras da champagne. De carro são 1hr30min e de trem, uns 45min. Se for de trem pode-se comprar o bilhete pela internet (TGV) ou diretamente na estação (Gare de L'Este), centro de Paris. Cada trecho custa em média EUR 35,00.
Em Reims você poderá visitar a maison Veuve Clicquot Ponsardin, uma enorme cave de 24km, construída em 1910.

As visitas guiadas, podem ser pré-agendadas no site http://www.veuve-clicquot.com/. Verifique os dias e horários de funcionamento antes de ir. De terça à sábado, 01 de abril a 31 de outubro / terça à sexta, 02 de novembro a 30 de março, das 10:00 as 12:30 e das 13:30 às 18:00.

Região famosa pela produção da champagne, pode-se visitar também a Maison Ruinart, Cave Pommery, Taittinger, G.H. Mumm, entre outras.

domingo, 1 de maio de 2011

Curiosidade: Vestida para Casar

    Realmente o vestido de Kate estava elegante e delicado. Desenhado por Sarah Burton, diretora criativa da grife Alexandre McQuenn, teve aplicação de renda e a saia bordados à mão pela Royal School of Needlework (Escola Real de Bordado), manga comprida de renda francesa, saia de tafetá, corset, um longo véu de 2,70m e decote em V. Ela usou uma tiara de diamantes da Cartier apelidada de Halo, emprestada pela rainha Elizabeth II que, originalmente, é da rainha-mãe.
    Já o compararam com o vestido usado por Grace Kelly, no seu casamento em 1956. Se é ou não inspirado no mesmo modelo de 55 anos atrás eu não sei, deixo os comentários aos especialistas. "ACHO CHIC", diria Glória Kalil e concordo plenamente com ela, E PONTO FINAL.


    Mas vocês sabem de onde vem essa tradição da noiva se vestir de branco e carregar um buquê e usar o véu? Então senta, que lá vem história...

     Por muitos anos, ainda perdura a tradição, que é antiga, de a noiva usar o famoso vestido branco e o buquê. O relato mais antigo vem da Antiga Grécia, do mito de Himeneu o deus do casamento, que tinha de estar presente em todos os casamentos porque, se não o fizesse, o matrimônio terminaria em um desastre. O deus era evocado quando a noiva era conduzida para a casa do marido, vestida de branco e com coroa, comuns em cerimônias religiosas. O rosto era coberto com véu (que a protegia da inveja, mau olhado e a cobiça de outros homens) e a jovem carregava uma tocha (símbolo do deus, que também portava uma tocha) até o local da cerimônia.

    Já na Idade Média era comum a noiva fazer o trajeto a pé para a igreja e no caminho recebia flores ou ervas e temperos para trazer felicidade e boa sorte. Ao fim do trajeto ela tinha já formado um buquê e cada um destes presentes tinha um significado referente. As ervas, de proteção (os alhos, por exemplo, eram usados para espantar os maus espíritos) e as flores, símbolos representando os sentimentos da noiva: a hera, símbolo de fidelidade; o lírio, símbolo da pureza; as rosas vermelhas, símbolo do amor; as violetas, símbolo da modéstia; não-te-esqueças-de-mim, símbolo do amor verdadeiro; flores de laranja, fertilidade e alegria ao casal. Todos os votos, ao final da cerimônia, eram concedidos pela noiva a quem conseguisse pegar o buquê lançado às cegas por ela, surgindo o costume de a noiva lançar o buquê.

Vem da mesma época o costume de a noiva estar, durante a cerimônia, ao lado esquerdo do noivo, pois se um dragão aparecesse, o braço direito dele estaria livre para sacar a espada. Por último a tradição do atual vestido de noiva começou depois que a Rainha Victoria da Inglaterra usou em seu casamento com o Príncipe Albert um vestido branco, em 1840.

 A fotografia oficial do casamento da rainha foi publicada em vários meios, fazendo com que as noivas da época também escolhessem vestidos brancos em demonstração de devoção à rainha. A tradição continua até os dias de hoje. Antes da era vitoriana, as noivas costumavam usar vestidos de qualquer cor, exceto preto, que é a cor usada em funerais; e também vermelho que era uma cor ligada às mulheres de programa.





sexta-feira, 29 de abril de 2011

Curiosidade - Mão Inglesa

Continuando com o tema britânico, esses dias conversando com meu pai, ele me fez a seguinte pergunta: "você sabe porque se dirige pela esquerda em alguns países?!" 
Então por um momento fiquei pensando e me dei conta que realmente não sabia o porque dessa diferença e nem a origem disso. Ele me deu uma explicação bem interessante e resolvi pesquisar mais e compartilhar com vocês.



A Inglaterra é famosa por ter um sistema de circulação de veículos pela esquerda, tanto que esse sistema é conhecido por “mão inglesa”. O que a grande maioria não sabe é que a origem do sistema remonta à era medieval, quando surgiu uma regra de circulação a cavalo que dizia que “todo cavaleiro deveria se manter à esquerda enquanto transitasse por ruas e estradas”. A ideia era que eles já estivessem na melhor posição para um eventual duelo, já que em sua maioria, eram destros. Esse posicionamento na via tinha a vantagem adicional de proteger a espada (que ficava presa do lado esquerdo do corpo), evitando que fossem desarmados de surpresa.

Por outro lado, na França,  uma ordem continental direta de Napoleão obrigou todos a usarem o lado direito "mão francesa". Por ser canhoto, com esta nova ordem, o imperador francês, poderia assim empunhar sua espada com a mão esquerda sem maiores problemas. Os cocheiros franceses foram também obrigados a passarem assim para o lado esquerdo para que pudessem sempre cruzar com o Imperador do lado “correto”. Com a rivalidade entre França e Inglaterra, cada uma manteve, por assim dizer, suas preferências e regras, surgindo essa diferença.

Países como Irlanda, Ilha de Man, Guernsey, Jersey, Malta e Chipre, Austrália, Barbados, Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Índia, Paquistão, Sri Lanka, Malásia, Trinidad e Tobago, Tailândia, Indonésia, Butão, Nepal, Timor-Leste, Japão, e até mesmo de países do continente americano, como Guiana e o Suriname - circulam pela esquerda.

#FICAADICA: se você está planejando uma visita motorizada em algum desses países, segue este site, que simula um motorista pelas ruas de Londres. http://www.3dfahrschule.de/uk_index.htm

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Olho Grego

Um bom começo!
Início de blog, início de um novo ciclo, porque é preciso mudar, é preciso QUERER mudar.
Nada melhor que acreditar e pedir proteção.


OLHO TURCO OU OLHO GREGO.
Ele é encontrado em todos os países árabes e migrou para os povos que tinham contato com ele, como Grécia e norte da África. É muito comum ver Olhos Gregos ou Turcos pendurados em portas ou como pingentes. Em turco, o olho é chamado de Nazar Bancugu, a palavra Bancugu quer dizer "contas, rosário", a palavra Nazar, da língua árabe é emprestada pela Turquia, significa "visão".Acredita-se que quando existe um mau olhado, o olho absorve a energia e se quebra protegendo a pessoa da negatividade. A forma mais comum do amuleto é o olho de vidro azul. Acredita-se que o mau olhado tem a cor azul, portanto o olho de vidro da mesma cor seria o mais eficaz em desviá-lo. Também é conhecido como O OLHO QUE TUDO VÊ.

#ficaadica: conheça melhor alguns desses países, mesmo que virtualmente (Turquia, Grécia, Egito, Jordânia e Marrocos). Claro que se você tiver um tempinho, há roteiros de viagens fantásticos para lá.